Plano de saúde depois dos 60

O plano dos seus pais disparou depois dos 60?

O Estatuto da Pessoa Idosa proíbe cobrar mais por causa da idade a partir dos 60. E, mesmo quando o aumento não é por idade, ele precisa vir explicado: o plano de saúde tem que mostrar a conta.

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Atendimento online para o Brasil inteiro, você não precisa morar em São Paulo. Segunda a sexta, das 9h às 18h. Se você cuida do plano dos seus pais, pode falar por eles.

Dra. Aline Sartori, advogada de direito da saúde
Dra. Aline SartoriOAB/SP 255.482 · AS Sociedade de Advogados

Sabe quando o plano parece querer empurrar para fora quem mais precisa dele?

O seu pai fez 60 anos e a mensalidade do plano de saúde quase dobrou.

A lei proíbe cobrar valor diferente por causa da idade a partir dos 60. É o primeiro ponto a conferir.

O salto grande veio aos 59, um ano antes.

O reajuste da faixa dos 59 é permitido, mas tem limite: a última faixa não pode custar mais de seis vezes a primeira.

O plano da sua mãe aumentou e ninguém explicou de onde saiu o valor.

O plano de saúde tem que apresentar a conta do reajuste. Quando ele não apresenta, o aumento fica sem base.

Você cuida do plano dos seus pais e sente que eles estão sendo empurrados para fora.

É a sensação mais comum de quem procura o escritório por esse motivo. E ela costuma ter um fundo: a conta raramente vem explicada.

O plano aumentou e a aposentadoria não acompanhou.

Quando a mensalidade passa a pesar demais, vale separar o que é aumento de idade do que é reajuste de aniversário.

Disseram que idoso paga mais porque usa mais, e pronto.

O custo maior da idade já é considerado nas faixas até os 59 anos. Depois disso, a lei não deixa cobrar mais pela idade.

Repare no que essas situações têm em comum. O plano de saúde pesa a mão justamente quando a pessoa mais precisa dele, e conta que a família vai aceitar por medo de perder o plano. A regra protege o idoso. Ela só precisa ser lida.

Três coisas para conferir no plano dos seus pais

Se você não chamar ninguém hoje, leve pelo menos isto daqui.

  1. 1

    Peça a conta do aumento, por escrito

    Pergunte ao plano de saúde de onde saiu o valor novo e peça a resposta por escrito, pelo aplicativo ou por e-mail. Se o plano é por empresa ou por associação, peça também o extrato de sinistralidade. Anote o protocolo de cada pedido.

  2. 2

    Separe o aumento de idade do aumento de aniversário

    São dois reajustes diferentes. O anual, no mês de aniversário do contrato, vale para todo mundo, inclusive para o idoso. O por faixa de idade é o que a lei limita. No boleto do aniversário, os dois podem vir juntos.

  3. 3

    Junte os boletos do ano em que o aumento veio

    O boleto de antes e o de depois do salto mostram o tamanho exato da diferença. Baixe os dois do aplicativo, antes que os mais antigos sumam.

O ponto que quase ninguém pede

O aumento tem que vir explicado

Quando a mensalidade salta, o plano de saúde manda o boleto novo e pronto. Quase ninguém pede a conta. E é justamente a conta que sustenta, ou derruba, o aumento.

Todo reajuste tem que ter uma base. No plano por empresa ou por associação, essa base é o extrato de sinistralidade, o documento que mostra quanto o grupo usou e quanto isso custou. No plano individual, o aumento anual segue o teto que a ANS publica todo ano, e o de faixa de idade segue os limites escritos no próprio contrato.

E esses limites são duas contas que dá para fazer com o contrato na mão. A última faixa de idade não pode custar mais de seis vezes a primeira. E o aumento acumulado da sétima faixa até a décima não pode ser maior que o acumulado da primeira até a sétima.

Quando o plano de saúde não apresenta essa conta, o aumento fica sem explicação. E aumento sem explicação é o que se discute, sem depender de nenhum julgamento em andamento.

Peça ao plano de saúde a memória de cálculo do reajuste, por escrito. Se o plano é por empresa ou por associação, peça junto o extrato de sinistralidade. Pedir não custa nada, e a resposta, ou a falta dela, já diz muito.

Quatro frases que fazem a família aceitar

"Idoso paga mais porque usa mais, isso é normal."

O custo maior da idade já entra nas faixas de reajuste até os 59 anos. Depois disso, o Estatuto da Pessoa Idosa não permite cobrar mais pela idade.

"O aumento é o que o sistema calculou, não tem o que explicar."

Tem. O reajuste precisa ter uma base, e essa base é um documento. No plano coletivo é o extrato de sinistralidade. No individual, é o teto anual da ANS e os limites de faixa escritos no contrato.

"Se reclamar, o plano cancela, e ninguém aceita idoso."

No plano individual, o cancelamento só pode acontecer por fraude ou falta de pagamento. E a lei dos planos de saúde proíbe impedir alguém de entrar num plano por causa da idade.

"Todo aumento no plano de idoso está errado."

Não é, e é importante dizer isso. O reajuste anual, de aniversário do contrato, continua valendo. O que a lei proíbe é o aumento por causa da idade.

O que ajuda ter em mãos

Nada disso é obrigatório para falar com a equipe. Se você não tiver nenhum papel agora, a conversa acontece do mesmo jeito. Ter em mãos só acelera.

Segurança, em poucas linhas. Documento com foto e comprovante de residência são pedidos só na hora de assinar a procuração e o contrato, nunca no primeiro contato. Ninguém daqui pede a senha do aplicativo do plano, código de SMS ou WhatsApp, número de cartão, nem transferência para conta pessoal. Na dúvida, confira o registro: OAB/SP 255.482.

Como funciona, do primeiro "oi" até a resposta

  1. 1

    Você chama no WhatsApp e conta o que aconteceu

    Do seu jeito, com as suas palavras. Pode ser por áudio, pode começar pelo meio. Ninguém aqui espera que você entenda de contrato.

  2. 2

    A equipe entende a situação e reúne o que falta

    Vão aparecer perguntas sobre o tipo do plano, as datas e o que o plano de saúde respondeu. É aqui que costuma aparecer o detalhe que muda a leitura do caso.

  3. 3

    A Dra. Aline lê o caso e devolve com honestidade

    Toda análise passa por ela. E a resposta é honesta, inclusive quando o reajuste está dentro da regra. Aqui ninguém promete milagre.

Quem vai olhar o seu caso

Dra. Aline Sartori no escritório da AS Sociedade de Advogados

A Dra. Aline Sartori é advogada há 17 anos, inscrita na OAB/SP sob o número 255.482, e responde pela AS Sociedade de Advogados, em Santo André, São Paulo.

Na saúde, o trabalho dela tem um lado: o de quem paga o plano e o de quem precisa dele. Este canal não atende operadora de plano de saúde.

Quem acompanha o Descomplica o Direito Saúde conhece o método. Pegar o boleto, fazer a conta na frente de quem assiste e mostrar que o jogo é desequilibrado, mas tem regra. Você não precisa entender de contrato. Para isso, a equipe está aqui.

O Julio Vitor Sartori é assistente jurídico e cuida do atendimento: é com ele que você fala enquanto o caso está sendo entendido, e é ele quem garante que ninguém fique sem resposta.

Cada caso é lido antes de qualquer proposta. E a conversa começa pelo que aconteceu com você, nunca pela papelada.

Dra. Aline Sartori
Dra. Aline SartoriOAB/SP 255.482 · advogada há 17 anos · responsável pelo escritório
Julio Vitor Sartori, assistente jurídico
Julio Vitor SartoriAssistente jurídico · atendimento ao cliente, do primeiro contato ao retorno

Atendimento online para todo o Brasil, por WhatsApp. Presencial em Santo André para quem preferir. E se você quiser conversar por vídeo antes de decidir, é só pedir: o rosto que você vê aqui é o mesmo que vai te atender.

Perguntas que sempre chegam

O plano de saúde pode aumentar por idade depois dos 60?

O Estatuto da Pessoa Idosa proíbe cobrar mais por causa da idade. A última faixa de reajuste por idade é a dos 59 anos. Depois disso, o que continua valendo é o reajuste anual, de aniversário do contrato, que vale para todas as idades.

Qual a diferença entre reajuste por idade e reajuste anual?

O anual acontece todo ano, no mês de aniversário do contrato, e vale para todas as idades. O por idade acontece quando a pessoa muda de faixa etária, e é esse que a lei proíbe a partir dos 60.

O aumento aos 59 anos é permitido?

É permitido, mas com limites da ANS: a última faixa não pode custar mais de seis vezes a primeira, e o aumento acumulado entre a sétima e a décima faixa não pode ser maior que o acumulado entre a primeira e a sétima.

O plano aumentou e não explicaram o motivo. Posso exigir a explicação?

Pode pedir por escrito, pelo aplicativo ou por e-mail, e anotar o protocolo. No plano por empresa ou por associação, o documento que mostra a base do aumento é o extrato de sinistralidade. A falta dessa explicação é um dos pontos que mais pesam no caso.

Dá para reaver o que já foi pago a mais?

Depende do caso, e aqui ninguém promete devolução nem redução. O que dá para dizer é que vale olhar o contrato e os boletos com calma, para saber exatamente o que foi cobrado.

Eu cuido do plano dos meus pais. Posso falar por eles?

Pode começar a conversa por eles, sim. Se o caso seguir, a procuração é feita depois, com os documentos do titular.

Se meu pai questionar, o plano pode cancelar?

No plano individual e familiar, o cancelamento só pode acontecer por fraude ou falta de pagamento. Questionar o reajuste não está nessa lista.

Quanto custa falar com a equipe?

A forma de trabalho e os valores, a equipe explica direitinho no seu caso, sem surpresa e sem letra miúda. Mandar mensagem não gera compromisso nenhum.

Vocês atendem quem mora longe de São Paulo?

Sim, online, para o Brasil inteiro, por WhatsApp. Quem é da região de Santo André e preferir presencial também é atendido no escritório.

Por que vale olhar agora

Ninguém aqui vai te apressar por apressar. Mas neste tema há três relógios.

O relógio do boleto

Um aumento fora da regra não para no mês em que chegou. Ele entra na base de todos os boletos seguintes, e a diferença se acumula.

O relógio do tempo que passa

Cobrança antiga não fica disponível para sempre. Existe prazo para discutir valores já pagos, e ele corre desde cada boleto. Quem olha o contrato mais cedo tem mais a tratar.

O relógio da prova

Os boletos do ano em que o aumento veio são os mais importantes, e os primeiros a sumir do aplicativo.

Se o aumento veio há pouco tempo, ou se ele nunca foi explicado, vale conversar agora.

Conte como está o plano dos seus pais

Você não precisa saber a data exata do contrato, nem entender de faixa etária. É só contar o que aconteceu e, quando tiver, mandar os boletos.

E se o aumento estiver dentro da regra, você vai ouvir isso também.

Falar no WhatsApp

Segunda a sexta, das 9h às 18h. Fora desse horário a mensagem fica registrada e a equipe retoma no próximo dia útil.